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BC vai redesenhar o modelo de cheque especial no Brasil, diz Campos Neto

Banco Central tem um projeto que sairá “em breve” para redesenhar o cheque especial, afirmou nesta quarta-feira o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto. Segundo ele, a modalidade hoje é cara e tem caráter regressivo.
“Queremos fazer um redesenho do produto pra que a gente não tenha uma situação onde quem tem muito dinheiro e tem o benefício de ter um limite disponível, e que às vezes não ousa muito, usa menos, acabe gerando um custo que é pago por quem está embaixo da pirâmide”, afirmou ele.
Qual a principal crítica ao cheque especial? O cheque especial tem uma das taxas mais altas do setor financeiro, cerca de 300% ao ano.
Em audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, Campos Neto afirmou que o cheque especial é utilizado majoritariamente por clientes com menos educação financeira e recursos.
Explica melhor essa conta. O presidente do BC diz que o custo do cheque especial é custeado por quem usa muito e tem limite baixo. Isso acontece porque o produto é ofertado amplamente pelas instituições financeiras, de forma que os bancos arcam com custo de capital toda vez que abrem uma linha.
“Se uma pessoa tem um limite muito alto e nunca usa, como o banco não consegue cobrar aquele limite que ele dá para aquela pessoa, ele tem que cobrar nos juros porque é proibido cobrar tarifas. O que acontece na prática é que quem tem limite alto e nunca usa tem esse benefício custeado por quem tem limite baixo e usa muito”, disse.
Ele também falou sobre pagamento instantâneo? Ele disse que o BC tem duas iniciativas que estão em andamento, com foco no mercado bancário: o open banking e o sistema de pagamentos instantâneos.
Segundo o presidente do BC o open banking vai gerar competição no mercado. “Hoje os donos dos dados são os bancos. O open banking vai obrigar o banco a abrir os dados quando ele quiser. É um movimento grande que estamos fazendo para gerar competição”, afirmou Campos Neto.
O presidente do BC disse ainda que o sistema de pagamentos instantâneos permitirá operações sete dias por semana, 24 horas por dia. Assim, haverá menos demanda por dinheiro vivo nas transações.

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